domingo, março 04, 2007

Belair ´54 by Chip Foose


O amigo Ale, da Hot Custom Brasil, mandou este link, que mostra o trabalho do Chip Foose em um 54 duas portas. Uma das alterações feitas no carro, chamou minha atenção: o rebaixamento do teto de uma maneira diferente de tudo que eu tinha visto até agora! As colunas e vidros permaneceram iguais às originais, rebaixando o teto no "miolo", além de tirar as calhas de chuva (algo que eu vinha pensando para o 54, mas sem a coragem para tanto). Ou seja, tirando aquele arredondado característico do 54. Nos "Tri-Chevys", o teto é realmente mais reto e foi a tendência que permaneceu daí para frente. Olhando o carro mais atentamente, nota-se que Chip Foose deu uma atualizada no 54, colocando detalhes do 55, como o desenho dos faróis, o painel e, quem sabe, até o teto. Ficou muito bonito, como qualquer trabalho do Foose, mas... sei lá... o 54 é o último representante daquela linha de design. Não precisava identificar ele tanto com o 55!
E ele tirou o tapa-rodas!!!! No final da reportagem, tem um vídeo mostrando a sessão de fotos do carro. Vale para ver mais alguns detalhes e para saber como fazer fotos decentemente!
Caramba, ficou bonito este carro!!!! Chip Foose é Chip Foose...

5 comentários:

Fabiano Banin disse...

Olá, estou curioso para saber com está ficando seu Belair... não tem mais novidades para nós ?

Buggyman disse...

hehe, estava meio parado, mas vou retomar este mês! O problema é que ele está um pouco isolado na garagem, por uma montanha de ferro! :(

Dan Palatnik disse...

Esta versão do Chip Foose eu tenho um filmete, é perfeito. O painel é do 55 mas encurtado, no todo um projeto bem consistente. Tenho certeza que o seu, mesmo sendo sedã 4 portas vai ficar bem bacana também.

Anônimo disse...

Numa cidade na boca do interiorzão do Brasil eu era um menino que o tempo me fez matar a charada. Naqueles distantes anos eu observava um carro de um tio meu sem ver nada, apenas via, mas observava. Ele desfilava num chevrolet belair por ruas solitárias, era único. O tempo reconfigurou tudo. Aquele passado não acabou, mas passou sem deixar rastro. E qual a charada?. Ele era fazendeiro. E o status de exploração de terra no país encerrava uma escravidão branca. Havia 2 tipos de escravos, um se chamava meieiro e o outro agregado. O trem administrativo, previdenciário, fiscal e trabalhista era algo que só chegaria muitos anos depois na reconfiguração de tudo. Nesta história há um detalhe instigante. Conheci uma senhora que durante 60 anos deitava às 9 da noite e levantava às 4 da manhã. Esta senhora num ambiente rural sem nenhum conforto daqueles remotos tempos, como o de defecar no mato, tomar banho de bacia, buscar água nas bicas e pés descalços, era quem dava apoio logístico de boia aos meieiros. Se se colhiam 1000 sacos de feijão e esta era a produção do fazendeiro, uma metade era distribuída entre 10 enquanto o fazendeiro levava de mão beijada os outros 500 sacos, o que lhe permitia entre outras coisas...de quebra andar de chevrolet belair...:)

Carlos Silva disse...

Meu Belair não teve um passado tão negro. Pertenceu a um médico e prefiro imaginá-lo andando pelas estradas do interior para levar conforto e saúde para as pessoas.